AS MÃOS.
Duas mãos me tocam no momento, a mão do desejo e a mão do dever.
A primeira, a mão do desejo, me puxa, me tenta, mexe e remexe. Ela é forte, grande, de dedos longos e grossos, de pulso firme e linhas profundas. É manhosa e conhece meus pontos fracos, é astuta e talha minha vontade. Tem um soco forte e uma bofetada violenta.
A segunda, a mão do dever, me prende, segura e não usa sentimentos, só razão. É persuasiva e convincente. Me prende a diversos deveres e valores morais, me impõe à responsabilidade. Ela julga meus atos, me condena..., me absolve. Esta mesma me proíbe e me dá temores, faz questionamentos e exige respostas. Em força, se iguala a mão do desejo.
Posso defini-las assim ; A primeira é a mão do coração, a segunda é a mão da razão e dividem um mesmo ser (eu) sem compaixão.
Obs.: Texto escrito em tempos de séria crise vocacional.
Fevereiro de 1991.
Duas mãos me tocam no momento, a mão do desejo e a mão do dever.
A primeira, a mão do desejo, me puxa, me tenta, mexe e remexe. Ela é forte, grande, de dedos longos e grossos, de pulso firme e linhas profundas. É manhosa e conhece meus pontos fracos, é astuta e talha minha vontade. Tem um soco forte e uma bofetada violenta.
A segunda, a mão do dever, me prende, segura e não usa sentimentos, só razão. É persuasiva e convincente. Me prende a diversos deveres e valores morais, me impõe à responsabilidade. Ela julga meus atos, me condena..., me absolve. Esta mesma me proíbe e me dá temores, faz questionamentos e exige respostas. Em força, se iguala a mão do desejo.
Posso defini-las assim ; A primeira é a mão do coração, a segunda é a mão da razão e dividem um mesmo ser (eu) sem compaixão.
Obs.: Texto escrito em tempos de séria crise vocacional.
Fevereiro de 1991.
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